03 julho, 2002
Nada
Renata Caixeta
Do nada para o nada
de alguém para ninguém
o vazio toma conta
deste coração de alguém
Sem sentido está o sentido
Penso sem pensar
Procuro nem procurar
com medo de encontrar
Outro coração tão oco
que se encontre nesse sufoco
sem jeito de se libertar.
E na filosofia calada
que não sabe se expressar
se expressa a procurar a
a expressão do achar
Assim se encontra meu coração
oco sem paixão
que não sabe o que é paixão
e procura se apaixonar.
Mas que vazio é este
que do nada acha o nada
e nada a conquistar
fica cheio de nada
UM CORAÇÃO QUE NÃO SABE AMAR
Renata Caixeta
Do nada para o nada
de alguém para ninguém
o vazio toma conta
deste coração de alguém
Sem sentido está o sentido
Penso sem pensar
Procuro nem procurar
com medo de encontrar
Outro coração tão oco
que se encontre nesse sufoco
sem jeito de se libertar.
E na filosofia calada
que não sabe se expressar
se expressa a procurar a
a expressão do achar
Assim se encontra meu coração
oco sem paixão
que não sabe o que é paixão
e procura se apaixonar.
Mas que vazio é este
que do nada acha o nada
e nada a conquistar
fica cheio de nada
UM CORAÇÃO QUE NÃO SABE AMAR
02 julho, 2002
"DOR MÁXIMA"
A maior dor na vida não é morrer: é ser ignorada, perder alguém que nos amava e que depois nos deixou, sermos deixados de lado por quem tanto nos apoiava, constatar que esses são os resultados de nossas negligências.
A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecida, ficar sem um cumprimento após uma grande conquista, é não ter um amigo telefonando só para dizer "olá", é ver a indiferença num rosto quando abrimos nosso coração.
O que muito dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos sempre muito ocupados quando precisamos de alguém para nos confortar e ajudar a reerguer o nosso espírito, é quando parece que nas aflições sobramos somente nós, nos importando com as tristezas.
Muitas dores nos afetam, mas isso pode não ser tão pesado se formos mais presentes e atenciosos.
Cada um de nós tem um papel para desempenhar no teatro que chamamos vida. Cada um de nós tem o dever de dizer ao outro que o amamos. Se você não se importa com seus companheiros de jornada você não será punida , apenas acabará simplesmente ignorada , esquecida , exatamente como faz com eles.
Jovem Suícida
Era uma vez um casal que fazia bodas de prata e estava também celebrando
seus 60 anos de idade. Durante a celebração, apareceu uma fada e lhes disse:
- Como prêmio por terem sido um casal exemplar durante 25 anos, concederei
um desejo a cada um de vocês!
- Quero fazer uma viajem ao redor do mundo com o meu querido marido! - pediu
a mulher.
A fada moveu a varinha e... zas! As passagens apareceram nas mãos da
senhora. Em seguida foi a vez do marido. Ele pensou um momento e disse:
- Bem, esse clima está muito romântico, mas uma chance dessas só se tem uma
vez na vida. Então... Bom, desculpe, benzinho - disse, olhando para a
esposa:
- mas meu desejo é ter uma mulher trinta anos mais jovem do que eu!
A mulher fica chocada, mas pedido é pedido: a fada faz um circulo com a
varinha e... zas! O homem ficou com 90 anos!
Moral da história:
Todos os homens são sacanas, mas as fadas madrinhas são mulheres!
seus 60 anos de idade. Durante a celebração, apareceu uma fada e lhes disse:
- Como prêmio por terem sido um casal exemplar durante 25 anos, concederei
um desejo a cada um de vocês!
- Quero fazer uma viajem ao redor do mundo com o meu querido marido! - pediu
a mulher.
A fada moveu a varinha e... zas! As passagens apareceram nas mãos da
senhora. Em seguida foi a vez do marido. Ele pensou um momento e disse:
- Bem, esse clima está muito romântico, mas uma chance dessas só se tem uma
vez na vida. Então... Bom, desculpe, benzinho - disse, olhando para a
esposa:
- mas meu desejo é ter uma mulher trinta anos mais jovem do que eu!
A mulher fica chocada, mas pedido é pedido: a fada faz um circulo com a
varinha e... zas! O homem ficou com 90 anos!
Moral da história:
Todos os homens são sacanas, mas as fadas madrinhas são mulheres!
01 julho, 2002
FELICIDADE REALISTA (Mário Quintana)
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser
magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos
conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar
pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente
apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes
inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos
sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você
pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um
parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente
quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o
suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem
pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que
saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de
criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o
estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está
alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não
se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la
e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e
não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso
coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser
magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos
conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar
pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente
apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes
inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos
sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você
pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um
parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente
quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o
suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem
pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que
saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de
criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o
estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está
alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não
se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la
e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e
não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso
coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
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